Todos os vírus são programas. No tipo mais
comum eles são muito pequenos e invisíveis.
O computador (ou melhor dizendo, o sistema operacional),
por si só, não tem como detectar a existência
deste programinha. Ele não é referenciado
em nenhuma parte dos seus arquivos, ninguém sabe
dele, e este não costuma se mostrar antes do ataque
fatal. Em linhas gerais, um vírus completo (entenda-se
por completo o vírus que usa todas as formas possíveis
de contaminar e se ocultar) chega até a memória
do computador de duas formas.
A primeira e a mais simples é a seguinte: em qualquer
disco (tanto disquete quanto HD) existe um setor que é
lido primeiro pelo sistema operacional quando o computador
o acessa. Este setor identifica o disco e informa como o
sistema operacional (SO) deve agir. O vírus se aloja
exatamente neste setor, e espera que o computador o acesse.
A partir daí ele passa para a memória do computador
e entra na segunda fase da infecção. No entanto
antes de falarmos da segunda fase, vamos analisar o segundo
método de infecção: o vírus
se agrega a um arquivo executável (fica pendurado
nesse arquivo!). Ao acessar a parte do disco onde este arquivo
está não se contamina o computador, pois é
preciso executar o arquivo contaminado. O vírus se
anexa, geralmente, em uma parte do arquivo onde não
possa interfirir no seu funcionamento (do arquivo), pois
assim o usuário não vai perceber nenhuma alteração
e vai continuar usando o programa infectado.
O vírus, após ter sido executado, fica escondido
agora na memória do computador, e imediatamente infecta
todos os discos e arquivos possíveis que estão
ligados ao computador, colocando uma cópia de si
mesmo no setor que é lido primeiro (chamado setor
de boot), e quando o disco for transferido para outro computador,
este ao acessar o disco contaminado (lendo o setor de boot),
executará o vírus e o alocará na sua
memória, o que por sua vez irá infectar todos
os discos utilizados neste computador, assim o este vai
se alastrando.
Os vírus que se anexam a arquivos infectam também
todos os arquivos que estão sendo ou que serão
executados. Alguns às vezes contaminam o mesmo arquivo
tantas vezes que este fica tão grande que passa a
ocupar um espaço considerável (que é
sempre muito precioso) em seu disco. Outros, mais inteligentes,
se escondem entre os espaços do programa original,
para não dar a menor pista de sua existência.
Cada vírus possui um critério para começar
o ataque propriamente dito, onde os arquivos começam
a ser apagados, o micro começa a travar, documentos
que não são salvos e várias outras
tragédias. Alguns apenas mostram mensagens chatas,
outros mais elaborados causam danos muitos grandes, por
exemplo a lenda de que existe um vírus que, ao iniciar
o ataque, mostra na tela uma foto de uma mulher, que começa
a fazer um striptease, e a cada peça de roupa que
ela tira, um pedaço do seu disco (HD) é sumariamente
apagado. Outros geralmente atacam por data, temos como mais
famoso o Sexta-feira 13, estes são propagados na
rede de maneira mais ordenada referindo-se a outras datas
comemorativas e por isso são muito temidos pelos
especialistas em vírus,por exemplo o Chernobil (Win.CIH),
que ataca a cada dia 26 de todos os meses, com destaque
ao dia 26 de abril em que o ataque é mais elaborado.
A maior parte dos softwares anti-vírus possui um
catálogo detalhado de cada vírus e suas variações,
com seus métodos de contaminação, estragos
que provocam, etc.
Uma outra espécie de vírus, chamados de "Vírus
de Macro", não contaminam arquivos executáveis,
mas sim documentos de aplicativos que possuem linguagem
de programação, como o Word, da Microsoft.
Nestes aplicativos, é possível escrever programinhas
para automatizar uma série de tarefas, e os vírus
consistem em programas que alteram as características
do aplicativo, retirando opções dos menus,
salvando arquivos vazios ou com nomes errados, etc. Mesmo
estes vírus, que se escondem dentro de documentos,
precisam ser abertos (ou lidos) no aplicativo que o criou
para que a contaminação seja feita. Após
contaminado, o aplicativo faz uma cópia do vírus
para todos os documentos abertos após a contaminação,
alastrando ainda mais o problema. Dependendo do grau de
"liberdade" que a linguagem macro contida nestes
aplicativos possui, um vírus de destes pode até
mesmo apagar todos os seus arquivos. Os anti-vírus
mais novos costumam detectar e corrigir arquivos com estes
vírus.